Farmacêutica prevê vacinas contra câncer para 2023
- Léo Chile
- 12 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de abr. de 2023
Moderna é pioneira no desenvolvimento da tecnologia de RNA mensageiro, que pode ser usada contra diversas doenças

A empresa farmacêutica americana é pioneira no desenvolvimento da tecnologia de RNA mensageiro para imunidade contra o Covid-19, com o objetivo de curto prazo de tratar o câncer. No fim de semana, um executivo da empresa disse que seu objetivo é ter vacinas contra o câncer e outras doenças prontas até 2030.
A tecnologia do RNA mensageiro, ou RNAm, funciona como uma espécie de receita de bolo para o nosso sistema imunológico, ensinando as células a responder a certas doenças sem usar os vírus que as causam.
A experiência adquirida com a vacina contra a Covid acelerou as pesquisas na Moderna, afirmou em entrevista ao jornal britânico The Guardian o diretor-médico da Moderna, Paul Burton.
"Acho que o que aprendemos nos últimos meses é que, se você já pensou que o RNAm era apenas para doenças infecciosas ou apenas para Covid, a evidência agora é que esse não é o caso. Pode ser aplicado em todos os tipos de áreas de doença; em câncer, doenças infecciosas, doenças cardiovasculares, doenças autoimunes, doenças raras" -
Ainda de acordo com Burton, surgiram perspectivas em relação a uma vacina contra o câncer. No entanto, ele não especificou que tipo de tumor era.
"Teremos essa vacina, ela será altamente eficaz e salvará centenas de milhares, senão milhões de vidas. Acho que seremos capazes de oferecer vacinas personalizadas contra o câncer, contra vários tipos de tumor, para pessoas em todo o mundo", declarou.
As vacinas contra o câncer alertam o sistema imunológico para o crescimento de tumores, para que o corpo possa atacar as células cancerígenas sem destruir as células saudáveis.
O regulador de medicamentos dos EUA, o FDA, concedeu a uma vacina desenvolvida pela designação "Breakthrough Therapy" da Moderna para o tratamento do melanoma, uma forma agressiva de câncer de pele.
Sob essa designação, a agência desenvolve e revisa medicamentos com mais rapidez.
Os ensaios clínicos de fase 2 mostraram que a vacina, quando combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda da Merck, reduziu a taxa de recorrência do melanoma em 44%.
Há também a perspectiva de vacinas para doenças raras dentro de uma década.
"Estamos nos aproximando de um mundo onde você realmente pode identificar a causa genética de uma doença e, com relativa simplicidade, editar e reparar [os genes] usando a tecnologia baseada em RNAm", explicou.
Para que isso seja possível, todavia, cientistas alegam ser necessário manter um alto nível de investimento nas pesquisas.

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